Vem de dentro, vem de mim...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

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“Que o meu espírito voe livre em direção ao Sol nascente.

Que ele seja a comprovação de que não trilhei estas paragens em vão.

Aprendi e ensinei, sofri e me alegrei, sorri e chorei.

Tive esperança, mesmo quando a dor da perda e da desolação apossou-se de meu coração.

Fui corajoso, porém, e não me deixei desanimar ou me abater nesta longa jornada que culmina nos portais que levam ao descanso eterno.

Jubilo-me, agora, com as manifestações de pesar pela minha ausência.

Estancai as lágrimas, no entanto, pois este humilde espírito fundiu-se com a uma e indivisível divindade suprema. Sou um, faço parte do todo e estou em todos os lugares.

Que o meu espírito habite por toda a eternidade no coração daqueles que amei.

Que o meu espírito seja lembrado por meus adversários, pois jamais esquecerei deles: ensinaram-se o valor de cada batalha travada.

Que o meu espírito seja como uma ave migratória para voar e sempre voltar a este lugar que tanto amei...

Que toda a essência divina que brilha e arde dentro do espírito elevado seja a glória e a virtude para sempre e sempre”