Vem de dentro, vem de mim...

domingo, 22 de agosto de 2010


"A vida não espera o fim dos intervalos que damos a nós mesmos. Ela (a vida) não pára!"

"O que sentimos é o que realmente importa. Os outros tem apenas uma impressão do que é de verdade".
pra vc....

Saudade!
sei que não verás o que te escrevo,
mas preciso dizer mesmo assim
fingir pra mim mesma
que de alguma maneira você possa saber o que sinto agora
Não devias ter feito isso com a gente!
Não devias ter sido assim tão determinado
em excluir toda possibilidade de contato
me excluindo assim da sua vida
dizer adeus foi difícil
sinto sua falta!
mesmo que eu só pudesse ver teu nome surgindo aqui,
com a mensagem de que está online
e a impressão de estarmos num mesmo "lugar" ao mesmo tempo,
embora não nos falássemos, eu te sentia perto!
como uma ponte que eu pudesse atravessar e ir ao teu encontro
era assim que eu sentia
hoje eu só vejo o abismo entre nós
perdeu-se a ligação
o elo
não tenho como chegar até você

não sei se tenho esse direito
sei que nada esta sendo diferente do que decidimos
tinha mesmo que ser assim
você não nasceu pra mim, eu não nasci pra você
e ponto.
o único problema é afastar de mim essa ausência consentida
a saudade embaraça a razão
insana saudade...








"É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira que vivo".
(Clarice Lispector)



Hoje me sinto bem. Me sinto melhor que ontem. Acho que recuperei o fio que mantém meu equilíbrio interno, e que até então houvera sido roubado. Sim, não o perdi simplesmente, não desejei isso. Esse fio foi roubado por uma embriaguez involuntária, sensações de êxtase e promessas levianas. Me envolvi completamente com o som da melodia que me entoava, dancei sem receio de que os outros reprovassem meu ato de entrega. Não percebi que a música só eu ouvia. Só eu me deixei levar por toda essa magia inventada. Visitei solitária sonhos não vividos, encontros marcados que não aconteceram, beijos que não foram dados. Me perdi de mim mesma na esperança de encontrar a emoção de ser amada. Breve ilusão, apenas mais uma. Me refiz como de costume. Embrulhei a paixão em algum lugar dentro de mim, relembrei as metas que geralmente me motivam, e agora sigo com a sensação de ter ainda mais intenso o desejo de cumpri-las, como uma guerra a ser vencida.
Eu devo isso a mim mesma.