Vem de dentro, vem de mim...

domingo, 4 de outubro de 2009

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Gosto: De imensas coisas... principalmente do que me faz feliz!

Não gosto: De ouvir o que não tenho de ouvir, de falar com quem não gosto e de engolir o que não mereço. Não gosto de meias palavras e de indefinições. Não gosto de pessoas calculistas, hipócritas e individualistas que não sabem ver mais longe do que os seus interesses e o seu bem estar.

E se... : "Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples! Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra coisa todos os dias são meus."

Estar novamente com o silêncio, esse velho companheiro…

Confessar o que nos aflige, e o que nos causa mágoa. Faz-me sentir perto, tão perto de ti e pensar em tudo o que somos, e em tudo o que nos une – mil vezes maior do que o que nos separa.


Palavras que podíamos nunca ter dito, mas dissemos; outras que tanto desejámos ter dito, e que secretamente escondemos.


Tanto que poderia nunca ter acontecido mas aconteceu…. E de tudo, estes momentos, o que de melhor em nossas vidas, ficou... perpetuamente! Gestos, murmúrios, silêncios que pertenciam à imaginação e não à realidade, são agora o que nos une, a cada segundo, que fujo e te procuro... e te encontro, encontrando-me.


E tanto, imensamente tanto, tanto já aconteceu. De bom, de mau, em nossas vidas... mas de tudo, é a bola do fogo a cair no oceano, que lembramos... E os teus/meus olhos fundidos num só sentir. Pensa, o espelho e o fundo – são isso não são?


O que são estas memórias serenas, estas ideias peregrinas que nas noites frias me aquecem e apaziguam a alma senão a chama desta vontade e deste querer de te amar e de te ter? E de que um dia, viveremos, nem que seja um só segundo, o momento pelo qual chegámos hoje aqui.


"Sei de ti mais do que queria, numa palavra, diria, sei te de cor..."


Sabes, se voltar a ser “cega”, quero viver com a alegria de ter visto o que poucos veêm! E se um dia emudecer, espero primeiro poder ter dito aos teus ouvidos, o que me enlouqueces, o quanto te amo... E se, sem mão um dia ficar, restará a lembrança da sinfonia, dos poemas que tecemos a quatro mãos...