Vem de dentro, vem de mim...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010




insensível

Sensibilizei-me ao ver o amor incondicional
Senti-me incompleto, senti-me incapacitado
Senti falta de algo que não sabia o que era
Doía meu coração, doíam meus sentimentos
Pensar em vocês não foi o bastante
Pensei em minha paixão, mas nada adiantou
Ainda me sentia insignificante perante o amor
Pensei em meus amados amigos, que são meus irmãos
Mas tudo foi em vão, ainda sentia que faltava algo em meu peito
Talvez era a falta de um amor que também me amasse
Faltava um abraço bem apertado, um beijo carinhoso
Parava e pensava que o que eu vivia eram ilusões
Pensava que meu amor era incondicional
Mas agora incapacitado por essa aflição
Vejo que meu amor sente falta de reciprocidade
Não sou imune às infelicidades, às dores, ao sofrimento
Faço-me forte, encorajo os desanimados
Mas às vezes sinto necessidade de chorar
E então nenhuma lágrima cai de meus olhos
Até pareço alguém insensível
Eu quero chorar, quero desabafar, quero ser humano
Mas é quando preciso falar, quando preciso sentir
Que minhas lágrimas secam, que minhas palavras se emudecem
Que meus sentimentos antes completos se fazem em pedaços
Sentimentos desconhecidos me tornam fraco
E tais fraquezas só me humilham, me incapacitam
E nada de meus sentimentos são expressados
E então essa aflição fica em meu peito e nessa página
Pois ninguém conhece o próprio coração
Quanto mais o meu, que se faz confuso com essa insentimentalidade