Vem de dentro, vem de mim...

domingo, 25 de abril de 2010

Amiúde toco o teu rosto
Num retrato que imaginei real
Envolto numa moldura, teu corpo
Que sinto e toco carnal

Pensamentos estóicos
Estorvam-me deste momento de ti
Como se os meus sentidos, sentissem
Não te sentirem ser daqui

Toco-te, e não te tenho
E o que tenho é um retrato
Imaginado no dia
Que sinto meu corpo calado

Amiúde toco-me no rosto
Para ainda me permitir
Não ser eu o rosto no retrato
Envolto na moldura de não sentir

Pensamentos loucos
Estorvam-me a lucidez que nunca vi
Como se os meus sentidos, sentissem
Este momento de ti



verso de mim ...




Escrevo versos tristes
E porque não escreve-los?
São apenas versos
De vê-los…

Vejo versos tristes
De triste ser.
O que escrevo, adverso
A mim e ao verso
É poema que sinto
É choro que calo
Sorriso que minto

Vejam!!!
Quão triste, escrevo!
Mesmo no sorriso
Que padeço.

Nem sempre fui triste
Nem sempre tristes foram meus versos
Antes não era triste
Nem tinha versos

Mas o antes já não existe…

Hoje sou triste, e tenho versos.

Vou dormir,
Deitar-me sobre a cama que não tenho
Sonhar sonhos de onde venho
Mas nunca sinto de lá vir

Vou imaginar versos felizes
Versos, que possa escrever, sem sentir

Mas não lhes poderei chamar versos
Por não serem tristes
Nem versos serem… A fingir…

Eu não sou triste
O que sou, está apenas muito perto
De ser tudo o que não escrevo
Ou tudo o que escrevo em verso

Vejam!
O quão triste
Sou no que escrevo

Que nem sou, nem verso, nem triste
Sou apenas o que pareço

Altivo na demência
Ligeiro na transparência
Imprudente na certeza de tê-los

Porque escrevo versos tristes
Que outrora foram felizes
Versos, apenas de vê-los


.........................................................

Permitam-me as palavras.
Da vida, os poemas e as prosas
Deixem-me tocar o corpo da alma
Beijar o perfume das rosas

Deixem-me correr nas veias as rimas
Os sonhos que ninguém alcança
Permitam nas meras palavras
Em mim, a eterna criança

Abdiquem um instante que seja
Da humanidade que vos minou
Deixem correr em vós a lágrima
Do sonho que vos sonhou

Não me joguem as vossas pedras
Que elas são areias ao vento
E passam breves, nos intervalos
Das glórias em que me invento

Como vós também já morro
Já padeço de existir
Mas sou também os poemas
As prosas, de me sentir

Permitam-me acreditar
Escrever, sentir, respirar
Cada palavra que dito

Que eu hei-de partir a sonhar
Prosas, poemas e o mar
Deste sonho em que acredito

E se vos parecer por demais estranho
Este existir que não tenho
Mas que escrevo sem saber

É porque estou, mas não venho
Desse sonho imenso e estranho
De me sentir ao escrever


SENTIDO......
.......................................

para uma amiga, doida, é verdade, mas que está no meu coração
para ti ANDREIA, este poema...


Não faz sentido
Esse olhar assim perdido
Essa visão distorcida

Quando olhas o infinito
Tudo te é permitido
Tudo pode ser uma conquista

Não faz sentido
O paraíso prometido
Ser apenas uma miragem

Quando olhas para o lado
E escolhes o caminho errado
Mesmo antes da viagem

Sabes que podes ser feliz
E nem que seja por um triz
Abraçares com força o vento

Sabes que podes fazer melhor
E cada sonho será maior
Tão constante quanto o tempo

Não faz sentido
Não viver
A vida

Tida
Por fazer
Algum sentido



JA TE ENCONTREI!!!♥♥



Adeus! Que parto, farto de partir
Adeus! Que estou cansado, enfartado
De me sentir

Adeus! Que me aceno neste aceno desprendido
Adeus! Que vou imerso neste balançar, perdido

Adeus! Que a terra que já não piso, ainda me tapa
Adeus! Que já sou deste mar que me despe e traga

Adeus! Que o horizonte é a linha onde poisa a alma que sonhei
Adeus! Que nada mais me prende aqui…

… Já te encontrei…







Hoje acabo nos teus braços
Rendo-me ao teu toque quente
Adormeço no teu regaço
Este instante de ser gente

O que te peço é tanto
Neste sono, não sou só eu
Quem dorme em teus braços, vive
Cada sonho seu, que morreu

E neste repouso em que te pareço
Nesta calma em que te aconteço
Nesta paz em que me entrego

Há a eternidade de um medo
Um ai, que roça o segredo
Deste mundo em que cego

E tu, quente que te sinto
Como o sangue que em mim já correu
Tu, que me abraças, limbo
Um mar. Olhar onde o meu se perdeu

Hoje, acabo aqui
Por não ser meu, mas por ser de ti
Este sono que vês em mim

Hoje, sou o que sempre vi
Algo quente, que não esqueci
Teu regaço, que sonho assim…

Abraça-me
Deixa-me padecer
Do teu calor
Do teu regaço
…De me saber…

O que te peço
Neste aparente silêncio
Neste aparente sono
É a vida de uma flor
Que pôde nascer
Num Outono

Abraça-me
Que hoje acabo em teus braços
Doa o que doer a alguém

Abraça-me
Que me rendo…

Neste sono em que me queres
Neste sonho em que te prendo…
E DESSA VEZ....
ESPERO QUE EU E VC, SEJAMOS MAIS FORTES QUE OS FOFOQUEIROS DESSA CIDADE MEDIOCRE!