
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, o que passou não voltará, as coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora, e desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora, soltar, desprender-se. Não espere que reconheçam seu esforço, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda, isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo, diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira, e lembra-se: tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!”E o que sai tambem;
No teu abraço
eu descanso meu cansaço
encontro a paz que preciso
ouvindo teu coração pulsar.
No teu abraço
sinto -me tão seguro
meus medos vão embora
estando assim com você.
No teu abraço
Eu sinto a tua magia
como se teus braços
fosse um enorme laço
só para me proteger.
No teu abraço
nossos corpos apertados
transmitem tanto amor
teu abraço é precioso
nele, você me transmite
todo o carinho que há.
Esperamos demais das pessoas. Somos indulgentes e tolerantes de menos. E pior, não aprendemos com certas experiências. Continuamos a nos decepcionar. Uma, duas, três, dez vezes…
Notem que eu falo ‘continuamos a nos decepcionar’, ao invés de dizer ‘continuam a nos decepcionar’. Sim, porque a decepção não vem de outro lugar senão de nós mesmos. Explico, em tempo: quando nos decepcionamos é porque esperávamos receber um tratamento diferente da outra pessoa e isso não ocorre. Então, a frustração não é pela atitude, mas sim pela expectativa criada por nós sobre como os fatos deveriam acontecer. A atitude é do outro, a frustração é minha. Simples assim.
Apesar do gosto amargo que ainda fica na boca, depois de – mais uma, diga-se de passagem – decepção, descobri uma coisa interessante na conversa com meu travesseiro durante essa noite. Fiz a técnica do “porque” (escrevi assim mesmo, mas cada qual sabe se seus porquês são juntos ou separados, se são perguntas ou afirmações ou ainda explicações…). Comecei a ponderar sobre o motivo de eu estar triste.
Descobri que era porque eu havia tido uma decepção. Essa decepção veio da frustração de uma expectativa. A expectativa? Da crença de que naquela situação eu merecia um tratamento diferenciado.
Bingo! Só estava frustrada pois acreditava que eu merecia mais. Que eu merecia mais consideração, respeito, educação, carinho. Ponderei mais um pouquinho. Realmente, eu não só merecia como continuo merecendo. Ponto final.
Agora, se os outros vão me tratar do jeito que eu mereço, aí já é outro capítulo da história que se inicia. Do outro não se sabe. Sobre o outro não há controle. As ações dele são de sua inteira responsabilidade. Assim como as conseqüências delas.
A mim, acho que cabe continuar sentindo o gosto amargo da decepção, vez ou outra… afinal, não pretendo me conformar em receber ‘qualquer coisa’ nem da vida nem das pessoas. E tentar dar o melhor sempre, para não purgar a boca dos que comigo convivem com aquele gosto amargo, embora isso nem sempre seja possível, assim como não é possível controlar as intempéries que se abatem sobre a terra.
Frustrado o que queria chuva quando veio o sol. Decepcionado o que orou pelo sol enquanto as águas alagavam casas… assim também são as coisas com nós. Há coisas incontroláveis e a decepção só nos pode apontar para um aprendizado: que cada ser é único e não podemos controlar o desejo do outro. Mas ter consciência de como se deseja ser tratado já é um grande começo.
E quando as coisas não são como imaginávamos… vamos colocando a balinha de tolerância na boca para disfarçar o gostinho da decepção, abrindo um sorriso e seguindo em frente, prontos para degustar novos sabores, amargos, doces, ácidos…
Celebra em cada dia
O teu renascimento...
E jamais,
Ficarás presa(o) ao passado...