Vem de dentro, vem de mim...

domingo, 27 de junho de 2010




Ela não gostava de histórias de amor. Romances de amor. Filmes de amor. Poemas de amor. Reencontros, finais felizes, em histórias de amor.
Achava o amor invenção de espíritos fracos, como a fé.
Fragilidade desnecessária. Fonte de dependências e complicações. Perca de individualidade.
Não era uma mulher fria ou frígida, apenas não acreditava e não gostava da palavra amor.
Satisfazia a vontade de sexo não criando afectos, compromissos.

Quando o conheceu estava já numa idade tranquila.
Tinha construído a vida, livre de presenças permanentes e de saudade.
Por ele, olhou para trás pela primeira vez na hora da despedida.
Pela primeira vez quis rever alguém.
Pela primeira vez desejou ficar depois de saciado o corpo.
Ela dizia-lhe:
-Nunca digas que me amas ou partirei. Nunca direi que te amo.
E a palavra amor era palavra proibida.
Sempre que sentia crescer nele a palavra. Sempre que sabia que ele a ia proferir, calava-o.
Selava a palavra na boca dele, com a sua.
E a palavra amor era silêncio.

Ele perguntava:
-Porque não queres que diga a palavra? Porque não a queres ouvir? Porque fazes da palavra vergonha e segredo?
Ela calava-se.
Calava a promessa feita numa cama de menina com ódio de mulher.
Calava como fechava os ouvidos para não ouvir a palavra. Calava como cerrava os lábios quando lhe pediam para a dizer.
A palavra amor, sinal de aceitação, rendição. A palavra amor, palavra que mataria a menina em si.
Ela dizia-lhe depois, quase em súplica:
-Nunca digas que me amas ou partirei. Nunca direi que te amo.

Um dia ele não apareceu. O silêncio do amor tornara-se fardo insuportável
Um sentimento novo e indesejado cresceu dentro dela.
Tentou ignorar o chamamento do corpo. Calar a vontade. Calar a saudade.
Quando não resistiu. Quando desistiu da luta e se rendeu, ligou-lhe.
Disse triste:
- Eu amo-te. E desligou.

Ele correu para ela. Esperara tanto tempo voz e palavra.
Abriu a porta da casa dela com a chave que era a sua. A chave que ela não dera antes a ninguém.
Escrita nas paredes do corredor, na sala, saindo para a rua pelos vidros e persianas.
Escrita a vermelho como que arrancada de dentro, rasgando, perfurando paredes.
Escrita por toda a casa estava a palavra “amo-te”.

Viu-a na cama. Nas mãos um papel dizia da despedida.
No papel, desenhado por mãos de criança, estava um homem sorridente dando a mão a uma menina de olhos molhados e de revolta.
O homem dizia amo-te e sorria.
A palavra fora riscada vezes sem conta até rasgar o papel.

By Encandescente in Eroticidades

Publiquei este texto noutro blog do Grupo 3, mas hoje decidi po-lo aqui também, pois ouvi algumas palavras que me fizeram reportar ao que aqui está escrito...

Anuncio também, com grande tristeza que o blog "Pensar é Estar Doente dos Olhos", da forma como eu me habituei a ver, encerrou. Deu lugar a outro blog, com o mesmo nome, mas que para os que me seguem desde o inicio, não terá para mim o mesmo valor do antecessor. À Patrícia toda a sorte do mundo, mas tal como lhe disse, deixo aqui as minha lágrimas também por ver aquele espaço encerrado. Até sempre...


Ame;
Isso talves pareça mais umas daquelas mensagens "clichês", mais não é.
É somente a verdadeira petála de rosa da vida, nua e passageira.
Ame seus pais, mesmo que as vezes eles te chamem a atenção, no fim você verá que eles tinham razão, ame -os com todo seu coração,eles sempre estão com você.
Ame seus amigos e amigas, eles são uma parte eterna de nós, perto ou longe sempre moram em nossos corações, sempre tem um abraço a oferecer, um sorriso.
Ame sua familia, embora as vezes eles falem demais, no final familia ê familia a familiaaaa.
Ame a si mesmo, repeite -se .
Respeite os outros,somos todos iguais; Faça o bem, você não vai perder nada, só perfumará seu jardim cada dia mais.
Respeite a natureza, nós precisamos dela.
Reserve um minuto de seu dia para meditar e reletir, faça também uma auto critica as vezes é bacana.
Seja verdadeiro, ame simplesmente
Nunca se sabe ao certo a hora do embarque desta vida...