Vem de dentro, vem de mim...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"QUEM LAMENTA AS SUAS PERDAS, OLHA PARA OS SEUS PRÓPRIOS PÉS. E QUEM OLHA PARA OS SEUS PÉS, ACHA QUE O MUNDO É DO TAMANHO DOS SEUS PASSOS."




Simples


A simplicidade não tem cheiro
Quando chega ou passa
Simplesmente se percebe

A simplicidade não tem voz
Percebe quando ela está presente
Mesmo sem haver nada a dizer

A simplicidade não tem cor
Mesmo que num jardim florido
É perceptível sua existência

A simplicidade não tem valor
Tanto que o maior valor em dinheiro
Ainda não a compra

A simplicidade não dói
Basta sua ternura
Para eliminar qualquer tortura

A simplicidade não se resguarda
Simplesmente surge
E o mundo se contagia

A simplicidade não ri
Risadas são alegrias passageiras
Quando um simples sorriso mostra a felicidade

A simplicidade não é paixão
Aquele fogo inexplicável
Não rima com compaixão

A simplicidade não se transforma
O complexo pode se resumir
Mas ainda não será simples

A simplicidade não se mede
O puro já diz sua medida
Que na verdade não há quantia de pureza

A simplicidade não se apaga
Mesmo que a ignore
Ela sempre irá existir

A simplicidade não se julga
Basta existir
E sabe que ali ela está

A simplicidade não mostra caminhos
Sabemos quando encontramos
Mesmo que não haja rotas

A simplicidade não se cria
Ela existe
Simples assim



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Cegos Ao Vento

agosto 21, 2009 por Leandro Felipe

Não há quem não sinta
A leve brisa tomar nossos rostos
Trazendo consigo uma paz
Talvez do oriente, tanto faz
Sempre será esta sorridente

Não há quem não peça
Uma gota de orvalho tocar os beiços
Como um suave beijo de um nada
Um vazio que se preenche com o sentir
O sentido que se esvazia no pensar

Não há quem não se cegue
Com o desejo do vento a chegar
Pedindo que carregue
Todo o bem ou mau estar
Para contaminar o mundo
Ou se perder no mar

Aqui vem, o vento que leve todo o sentir…