Vem de dentro, vem de mim...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010





Estava escrito

Você me olhou e riu. E eu ri de volta, só porque não sabia mesmo o que fazer. Você brincou comigo pra começar o papo. E eu achei o máximo o seu humor refinado. Você disse que eu pareço a Grace Kelly nos filmes do Hitchcok. E eu me apaixonei, porque sou mesmo uma boba. Você me beijou devagarinho. E eu tive certeza que você estava lendo os meus pensamentos Você me ligou no dia seguinte só porque estava pensando em mim. E eu fiquei toda exibida. Você sumiu por uma semana. E eu pirei, te xinguei, e depois me lembrei que homens se comportam assim. Você voltou com a desculpa mais rota. E eu relutei em perdoar. Você insistiu porque tinha decidido que eu seria sua. E eu quase desisti de tanto medo de me machucar outra vez. Você me mostrou o seu mundo. E eu soube que ali, finalmente, era o meu lugar. Você me incluiu na sua vida. E eu me senti confortável. Você quis participar da minha vida. E eu te deixei entrar. Você conheceu as minhas neuroses. E eu não me envergonhei. Você me apresentou os seus sonhos. E eu decidi que eu seria parte deles. E planejamos o futuro, vivemos o presente com leveza e abandonamos o passado. Tem sido perfeito como o mais romântico sonho adolescente. E quando alguma dúvida idiota, alguma insegurança infundada ou algum medo descabido, por alguma fração de minuto, assombram a minha cabeça já tão perturbada, eu paro, respiro, e lembro de você me abraçando apertado, como quem segura a coisa mais importante da vida e me dizendo baixinho: “Sabia que eu te procurei por muito tempo?” Sim, eu sabia... ...Por que era assim que tinha que ser.