Vem de dentro, vem de mim...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes
vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,
Bochecha sem claudinho,
sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço,
namoro sem amasso,
sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar,
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
sou eu assim sem você.
Carro sem estrada,
queijo sem goiabada,
sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes vão poder
falar por mim

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.

*

Não sei dividir...não sei esperar...não sei disfarçar.
Quando gosto do que é meu, é difícil observar o outro possuindo, cuidando e conversando com quem eu gosto de fazê-lo.
Podes pensar que é egoísmo, e que seja então!
Não me envergonho, tampouco peço desculpas.
Só quero um espaço para mim...quero o que é meu.
Sussurro: sou possessiva, e que lástima!
Quero tudo e quero agora. O mais importante é que eu tenha sensação de ser única e especial.
Não quero ser tratada que nem os outros porque sou única e insubstituível, tampouco quero pensar que a qualquer hora vai ter alguém no meu lugar. Que o coração já não vai me querer, que cuidar não vai mais ser exclusividade.
Quero sonhar com coisas só minha e não dividi-las com ninguém. No entanto quero conhecer tudo do outro, tenho o desejo de ser cúmplice de quem amo de quem me faz forte de quem é parte de mim.
Não quero ficar de fora, assistindo as coisas acontecerem, preciso ter um lugar diferenciado.
No entanto não sou ninguém para esperar esse tipo de coisa dos outros, que na verdade não são os "outros" são meus...meus amigos...meus amores...minhas dúvidas.
Gosto de ser cativada, quero ser a rosa malcriada que briga com o Principezinho por deixá-la tomar vento. Quero ser lembrada a cada passo, a cada instante.
Mas não quero ser marcante toda a vida, quero ser cicatriz, estar na pele, estar perdida no que já é o outro.
Na verdade, só quero estar ao lado.
Ficar bem no coração.
*

"Lembrar de um sonho é quase tão difícil como agarrar um passarinho na mão. Mas, às vezes, parece que o passarinho vem pousar no ombro da gente de livre e espontânea vontade."
Jostein Gaarder


Gosto de sonhos.
É imprevísivel a sua vinda, mas sempre saúdo a sua chegada.
É interessante caminhar entre os sonhos de outras pessoas, não saber o lugar que de fato devemos ocupar.

E o melhor, quem está sonhando com quem?
Pergunta eterna que percorre entre o caminho do sono antes de dormir, porque se eu sonho com alguém é possível que um de nós estejamos acordados? OU necessariamente os dois devem estar dormindo?

E se alguém te invade e rouba-lhe o sono, o sonho e o sossego? Que pena deverá ser aplicada?
Mas será que existe mesmo a audácia de quem lhe penetra a mente ou isso acontece de fato enquanto estamos inconsciente da realidade que nos rodeia?

Há muitas perguntas aqui enquanto as respostas são escassas, no entanto ainda sim são válidas.

Porque não é sempre que se questiona um sonho, justamente porque a sua lembrança pode vir a ser viva, mas principalmente é rara.


Estava a passear por blog alheio e fiquei pensando porque a gente insiste em falar sobre o amor perfeito que não se encontra? porque a gente insiste em compará-lo com coisas irreais como conto de fadas, novelas e filmes? Já reparei que o muda a nossa visão do amor é a maneira com que o buscamos e o observamos.
Aprendi uma vez que para que o amor venha ao seu encontro é preciso buscá-lo e permitir que ele faça essa mesma viagem. Descobri que não existe essa história de amor que não sofre...o amor é justamente belo por isso pela expectativa, pela espera, pelo sofrimento, por você se doar para o outro não esperando nada em troca.
Essa semana acho que poderia tecer várias teses sobre o amor e nenhuma funcionaria, não haveria nada de real mesmo e de fato eu não aconselharia ninguém a acreditar nelas. E sabe por que?
Conversei com duas pessoas q gosto muito, uma tem namorado está feliz mas não sabe o que quer...passou bem dizer a vida esperando pela pessoa e agora que tem, sente que falta algo. A outra pessoa é amiga a muito tempo, e também não sabe, seu último amor ainda tem parte de seu coração, deseja ter filhos se casar ser pai, mas magoou muito esse grande amor.
Creio que somos muito confusos deveríamos simplificar as coisas que nem na matemática, seria mais fácil na verdade se também todos soubéssemos matemática.
O amor como diria Carlos Drumonnd amar se aprende amando. O maior problema da gente é não se contentar é não dar o melhor de si é julgar os outros pela gente.isso complica e implica muitas coisas.
Outra coisa que fico a pensar é sobre querermos um mundo perfeito cor-de-rosa, azul piscina ou sei lá qualquer outra cor que seja bonita. O mundo é esse, e quem decide o mundo que vive somos nós mesmos, tudo depende de cada um.
Aprender isso é tarefa árdua exige comprometimento, coisa que hoje ninguém quer saber, é responsabilidade demais. Erroneamente pensar que a vida é passageira, ou que vamos ter tempo para tudo, pode nos levar a não aproveitar sabiamente os momentos. Por isso perder tempo idealizando algo que não existe pode nos tomar tempo demais, podemos não ver a vida passar e assim perder a sua beleza.
Postado por nat! alcantara às Quarta-feira, Julho 02, 2008 2 jogadas no tabuleiro
Ausência dessa semana

Essa semana comecei a refletir sobre o que eu sabia sobre ausência.
Isso me veio a mente porque estava começando a tê-la comigo, sem entender o porquê exatamente.

Fui procurar no dicionário o que ela significa e encontrei algumas definições, são elas:
s. f. 1. Afastamento de uma pessoa do lugar em que se deveria achar.
2. Não comparecimento; falta.
3. Med. Perda súbita e breve de consciência, parcialmente amnésica.
4. Psicol. Lapso de memória.
5. Inexistência, falta, carência.

Cheguei a conclusão de que sinto de tudo um pouco.
Sinto uma pessoa distante e não sei quem foi que se afastou, não sei se foi a situação em si
ou se o tempo e sua falta, ou ele e sua falta de atenção. Acho também que por mais que esteja sempre comigo, parece estar afastado do lugar q deveria de fato estar. Mas daí me pergunto, em que lugar eu quero colocá-lo?

Não respondo ainda.

Depois já comecei a sentir total falta de quem me faz forte, senti falta de quem conversa comigo, ou de quem fala demais, conta seus problemas me divide a vida. Mas amo ouvir essa pessoa, saber dela mesma, me sinto útil e a mais amada mesmo que seja só isso que eu tenha que fazer: ouvir. Começo a me acostumar com esse não comparecimento dela, ter a idéia de que ela não vai estar mais sempre aqui para mim, quando eu quiser conversar e até mesmo chorar.

Não sei ainda como vou ficar.

Na verdade quando transito por esse lado de ausência e presença me perco totalmente por não saber dosar o que quero mais perto ou mais longe. Tenho a sensação de uma amnésia breve, inconstante que às vezes afago ponho no colo, permito que durma comigo. E quando acordo sinto
o gosto amargo de uma perda de consciência. Algo estranho, mas que me fascina a sensação.

Gosto de perder tudo para redescobrir depois.

A ausência me faz perder memória, me faz deixar de lado todo tipo de sentimento. Me deixa sem direção porque não sei para onde quero ir. Ela me lembra a falta de sensação, o pensamento longe o caminhar sozinho. Qualquer coisa parece ser o suficiente.

Quem perde a memória, perde muito.

Não gosto de ter ausência perto de mim porque fragiliza minha alma me deixa carente, me torna receptiva a sensações que parecem me dominar. Me faz ficar dengosa, inexplicavél....me faz querer achar explicação para tudo. FAz com que eu queira mais do outro sem saber se ele quer me dar o que eu peço.

Ah, a ausência faz tanta coisa com a gente, que quando ela vem acontece tudo ao mesmo tempo. Ela abraça de um jeito que fica difícil não ficar em seus braços perdido enquanto isso ela nos domina...e a nós só cabe ficarmos sujeitos a uma situação que gostamos, mas não queremos para sempre.

Ela gruda na pele, fica feito roupa e nos possui de tal maneira que rejeitá-la é afastar possibilidades. É estranhar parte da gente, aquela coisa de você não querer algo ou alguém, o direito de deixar um pouco de lado.

A ausência deveria ser só uma hóspede passageira, daí sim tê-la conosco nos deixaria melhores iríamos amar melhor, conversar melhor, sentir melhor, ter um prazer melhor...por fim viver melhor.

Definitivamente ausência para saber, só vivendo.


Os hipopótamos tem um costume de rodear seus mortos mesmo que isso signifique estar em perigo.
Uma mãe hipopótamo depois de perder seu filhote no meio da fuga de um bando de hipopótamos assustados pelos crocodilos, ficou a mordiscar o couro duro de um crocodilo africano de 4 metros, faminto em plena luz do dia. E assistou uma leoa cansada e faminta comer seu filhote.
Depois de tanto cansaço a leoa e o crocodilo desistiram e ficou só a pobre mãe.
Ontem quando vi isso pela televisão me senti tão comovida com aquela mãe que acabei chorando, porque seu filhote era tão indefeso, contava com ela para protegê-lo. Foram oito meses de cuidados prestados a um serzinho que já havia sido parte dela. Foi muito triste, deu uma sensação de empatia terrível era como se fosse eu que o tivesse perdido, enquanto eu chorava sabia que isso faz parte do ciclo da natureza. Alguns perdem a vida jovem, ainda mais se tratando dos animais na África. Sei que enquanto assitia isso, com certeza muitos outros hipopótamos já teriam nascido. Mas o que marcou foi a atitude daquela mãe, acho que por alguns dias ou até meses não vou me esquecer daquela cena tão marcante. Algo que inegavelmente me remete o amor, amor de mãe é coisa que de fato existe tanto entre nós quanto nos animais.


"A resposta é sempre um trecho do caminho que está atrás de você.
Só uma pergunta pode apontar o caminho para a frente." Jostein Gaarder


O espelho
"Não podes ver o que és. O que vês é a tua sombra." Tagore, Rabindranath